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Normalmente, se estuda o
projeto de arborização ao mesmo tempo em que se realiza o
planejamento total do haras, com influência decisiva em
fatores como divisão de piquetes, localização das vias de
circulação (comprimento e largura), posicionamento das
construções, passagem da rede de energia elétrica, iluminação,
etc.
Este estudo tem como objetivo
possibilitar a implantação de um esquema de arborização,
levando-se em consideração que todos os elementos
arquitetônicos encontram-se definidos. Entre os trabalhos
preliminares, realiza-se um levantamento das espécies
arbóreas (significativas) existentes no local, para posterior
aproveitamento, transporte ou eliminação, visando-se obter uma
nova unidade paisagística.
Neste capítulo, vocês vão
conhecer alguns critérios para a seleção das variedades de
árvores; o manejo necessário durante o plantio - da escolha do
local à adubação, ao tutoramento e à poda das mudas - além de
uma análise das principais doenças e pragas que as atacam, com
dicas sobre o tratamento adequado.

Além do bonito visual, as árvores garantem
sombra e proteção contra os ventos
Critérios
para seleção das
variedades:
As
espécies a implantar deverão ser selecionadas tendo em vista
três aspectos fundamentais. O primeiro deles é a limitação do
espaço:
Considerando-se o tamanho dos piquetes, prevê-se uma
implantação contínua fora dos mesmos, para que as árvores não
constituam fator de acidentes e permitam o livre trânsito dos
animais. A implantação na região periférica encontra como
principal obstáculo a distância necessária entre o plantio da
árvore e a cerca, visto que a aproximação inadequada
planta/cerca faz com que a planta seja afetada pelos animais.
O
segundo fator a ser considerado é que a planta deverá estar
livre de qualquer componente tóxico ( nas folhas, flores,
frutos etc.) e de raízes superficiais (risco de acidente). O
terceiro e último aspecto são as características ecológicas: A
seleção das variedades deve ser em função das condições de
adaptação climática e a cobertura de requisitos como, quebra
ventos, sombreamento, oxigenação e valor estético e visual.

Plantio
- tratos
culturais:
O
local deverá ser marcado com estacas de bambu. Após a marcação
serão abertas as covas de plantio, usando-se para isto o
trator com a broca. A medida será de 50 x 50 cm.
A
terra superficial deverá ser retirada e colocada separadamente
da terra de profundidade; essa será substituída por terra de
boa qualidade e convenientemente adubada. As covas deverão
ser abertas com suficiente antecipação a fim de permitir uma
boa aeração das paredes da cova, e acumulação de água de
chuva.
■
Adubação
-
A terra de cada cova
terá que receber uma adubação de 1/3 de estéreo bem curtido.
Dever-se-á utilizar na hora do plantio uma
mistura fertilizante, composta por 100 gramas de Superfosfato
simples, 100 gramas de Fosfato de rocha e 50 gramas de Cloreto
de potássio
Recomenda-se 40 dias após o plantio, a aplicação de 20 gramas
de Nitrocálcio por planta, ao redor e longe do tronco,
seguindo a projeção da coroa. No que se refere à adubação de
restituição, anualmente em períodos precedentes às épocas
chuvosas, deve-se aplicar por cobertura adubos químicos de
N.P.K. na formulação 10-10-10, na seguinte dosagem: 900
gramas/árvore. Concluída a esparramação recomenda-se uma
incorporação mediante escarificação do solo.
Plantio,
tutoramento e
poda:
Cada
muda plantada deverá ser tutorada com uma estaca de altura
conveniente, e amarrada com barbante para assegurar um
crescimento reto, impedindo a ação desfavorável do vento. Logo
após o plantio, deve-se realizar uma poda de limpeza para
eliminar ramos e folhas secas, tendo em vista orientar seu
crescimento nas direções e formas desejadas. A retirada da
vegetação invasora, bem como a escarificação do solo por volta
das covas serão efetuadas mensalmente.
■ Coroamento
- Após
o plantio serão feitas coroas em volta de cada planta, a fim
de facilitar a acumulação da umidade proveniente das chuvas.
Para maior conservação da umidade aconselha-se a cobertura das
covas com palha ou capim seco.
■ Irrigação
- No momento do plantio, as árvores deverão ser molhadas
para assegurar o pegamento inicial. No caso de após o plantio
aparecerem períodos de seca prolongada, aconselha-se a
irrigação das mesmas.
Espécies
Selecionadas para arborização
São implantadas diversas variedades e espécies, as quais
localizam-se dentro do haras, marcadas em planta paisagística,
o que dará um aspecto visual agradável, sendo assim
classificadas:

■
DELONIX REGIA - Flamboyant:
Porte grande,
desenvolvimento rápido, flores vermelhas ou alaranjadas, de
outubro a dezembro.
O Flamboyant é uma das
espécies preferidas pelos haras.
■
SALIX BABYLONICA - Chorão:
Porte médio,
desenvolvimento rápido, ramos pendentes.
■
JACARANDA MIMOSAEFOLIA - Jacarandá mimoso:
Porte grande,
desenvolvimento rápido, flores azul, de setembro a novembro.
■
SAPATODEA
CAMPANULATA
-
Espatodea:
Porte grande,
desenvolvimento rápido, flores vermelhas em dezembro e abril.
■
HYMENAEA
STUGNOCARPA
-
Jatobá:
Porte grande,
desenvolvimento médio, floração em setembro/novembro.
■
BAUHINEA
PURPUREA
-
Unha de vaca roxa:
Porte médio,
desenvolvimento rápido, flores roxas, em junho a agosto.
■
CAESALPINEA PELTOPHOS - ROIDES
Sibipiruna:
Da
família das leguminosas
árvore de grande porte,
crescimento rápido, flores amarelas/marrom, floresce em
setembro-outubro, frutifica em novembro, e tem a copa de forma
arredondada.
Sibipiruna: Crescimento
rápido
■
BAUHINEA
VARIEGATA
-
var. cândida
- Unha de vaca branca:
Porte médio, desenvolvimento rápido, flores brancas, em julho
a outubro.
■
BAUHINEA
VARIEGATA
-
Unha de vaca
lilás/branca:
Porte médio,
desenvolvimento rápido, flores lilás ou branca, em março a
junho.
■
BAUHINEA
BLACKEANA
-
Arvore da orquídea:
Porte médio,
desenvolvimento rápido, flores roxa em abril a julho, flores
semelhantes a orquídeas.
■
CÁSSIA MULTIJUGA
- Cássia aleluia:
Porte médio,
desenvolvimento rápido, flores amarelas em fevereiro a maio.
■
CÁSSIA FISTULA
- Chuva de ouro:
Porte médio,
desenvolvimento rápido, flores amarelas e abundantes em
fevereiro a maio.
■
CÁSSIA JAVANICA
-
Cássia rosa:
Porte grande,
desenvolvimento rápido, flores rosa em outubro a dezembro.

■
CAESALPINEA ECHINATA
-
Pau brasil:
Porte grande,
desenvolvimento lento, flores amarelas e perfumadas em
setembro a outubro; madeira de lei vermelha.
Pau Brasil: flores e
perfume.
■ ERYTHRINA FALCATA
- Eritrina:
Porte grande,
desenvolvimento rápido, flores alaranjadas em junho a
setembro.
■ MYRCIARIA JABUTICABA
- Jaboticabeira:
Porte grande,
desenvolvimento lento, frutífera.
■
FlCUS BENJAMINA
-
Ficus:
Porte grande,
desenvolvimento rápido, folhagem brilhante ornamental.

■
CAESALPINEA LEITOSACHYA
- Pau ferro: Da
família das leguminosas,
porte grande, descasca o tronco que é muito ornamental, liso,
manchado de branco, flores amarelas no verão, folhagem não
muito densa e muito elegante.
Pau Ferro: Ornamento.
■
ERYTHRINA CRISTAGALLI
- Eritrina:
Porte grande,
desenvolvimento rápido, flores vermelhas em junho a setembro.
■
ERYTHRINA VELUTINA
- Molungu:
Porte médio,
desenvolvimento rápido, flores alaranjadas, em junho e
outubro.

Principais doenças:
Uma
planta estará doente quando apresentar qualquer alteração e no
caso especifico de doenças
evidenciar a ocorrência
de sintomas que irão indicar a causa de sua anormalidade.
Dessa forma poderá se colocar em grifo os principais sintomas
de doenças:
■
Murcha
-
É o
estado plácido da planta,
geralmente devido a distúrbios patológicos. As células das
folhas, pecíolos e haste de tecido suculentos perdem água
devido às dificuldades no seu fornecimento. A Murcha é um
sintoma específico de muitas moléstias causadas por fungos.
Pode ser causada também por apodrecimento das raízes,
na base da haste por
amarelecimento, e seca dos ramos. Pode levar a planta à morte.
Na prática, o controle é bastante difícil, sendo recomendável
substituir a planta doente.
■
Galha
-
E o desenvolvimento
anormal de um órgão, ou parte dele, devido à multiplicação
desordenada das células
em seu desenvolvimento. Ocorre tanto em órgãos tenros como em
raízes ou órgãos lenhosos. São comuns as galhas produzidas por
nematóides nas raízes de várias plantas e, menos freqüente, as
causadas por fungos e bactérias nos demais órgãos.
■
Oídio
- São
manchas claras, esbranquiçadas, mais ou menos arredondadas,
com aspecto pulverulento em ambas as páginas da folha, nas
hastes e botões florais. São causadas geralmente por fungos e
bactérias.
■
Míldio
-
Manchas pardas, irregulares, recobertas na página inferior por
lanugem branca. As folhas amarelecem e caem. São agentes
causadores os fungos e as bactérias.
■
Merrugem
-
Pequenas pústulas,
sobre folhas e ramos, de cor amarela ou marrom e circundadas
por uma área amarelada. A ferrugem aparece na maioria das
plantas ornamentais, causando grandes problemas em locais de
temperaturas amenas e de alta umidade.
Tem
como agente causador determinados fungos. O controle das
doenças é feito preventivamente. A medida mais recomendada é
fazer aplicação de fungicida à base de cobre, como Comprantol,
Cupravit, Cuprosan, Cobre Sandoz, Vitrigan e outros, ou à base
de Meneb, como Manzate D, Dithane M-45, etc... Há, entretanto,
agentes de doenças que não são controlados por esses produtos,
necessitando de um controle específico. E o caso dos fungos
causadores de Oídio, AAíl-dio e Mancha. Nestes casos, há a
necessidade de se saber em que condições ocorrem essas
doenças, para que se façam as pulverizações.
Pragas:
As plantas, em geral, são muito prejudicadas
pelos constantes ataques de pragas e de predadores. Dentre
estes agentes, destacam-se principalmente:
■
Pulgões
-
Insetos sugadores,
extremamente daninhos, por provocarem a sucção
contínua da seiva e por
transmitirem doenças de origem virótica das quais são os
principais vetores. São altamente proliferas e de difícil
disseminação. As plantas apresentam-se com suas folhas novas
"encarquilhadas", o que pode levá-las à morte, já que as
enormes colônias de insetos retiram grande quantidade de seiva
elaborada. Os pedúnculos florais e os brotos em geral são as
partes mais atacadas. O controle é feito pela aplicação de
Malathion 500CE Metasystox CE ou outro organofosforado
sistêmico.
■
Cochonilhas
-
Insetos providos ou não de carapaça. Provocam o
depauperamento, oriundo da sucção da seiva. Entretanto, os
danos causados não se limitam aos resultados da sucção. Por
ocasião dos ataques de pulgões sobre as excreções desses
insetos, cresce um fungo conhecido como fumagina, semelhante a
uma fuligem, sobre as folhas atacadas, impedindo os processos
normais de trocas do vegetal, podendo condicionar à morte o
órgão atacado. O controle é feito pela aplicação de óleo
mineral miscível, de concentração em torno de 1 a 5%,
devendo-se no verão aplicar a concentração mais baixa. Para
controlar simultaneamente os pulgões que aparecem, pode-se
associar ao óleo mineral um inseticida
organofosforado como o Malathion, etc...
■
Tripés
- De
tamanho muito reduzido e bastante ligeiro, provocam
grande perda da seiva vegetal, por sucção. E comum o
aparecimento de manchas prateadas sobre as folhas. Os botões
florais e brotos de planta ficam atrofiados em seu
crescimento. O controle é feito pela aplicação dos produtos
Malathion, Metasystox, Ekatim, etc...
■
Besouros
- Também
conhecidos por "vaquinhas", aparecem depredando as flores das
plantas, e em pouco tempo ocasionam danos muito grandes devido
à voracidade do ataque da praga. O controle é feito com Sevin,
Malathion, etc...
■
Percevejos
- Insetos
bem conhecidos, principalmente em espécies floríferas
volumosas. O ataque desta praga provoca o aparecimento de
manchas circulares escuras. Além de sugar a seiva, os
percevejos injetam substâncias tóxicas ao vegetal, provocando
reações da planta que culminam com a queda da parte atacada. O
controle é feito pela aplicação de inseticidas piretróides.
■
Lagartas
-
Em sua maioria, de
hábito noturno, atacam as folhas das plantas, devorando seus
brotos. Existem vários tipos de lagartas, sendo algumas
polífagas. O controle deve ser iniciado assim que forem
notadas as primeiras lagartas ou as primeiras folhas com
bordas devoradas. São recomendados os seguintes produtos:
Malathion, Sevin, Decis 25 CE etc...
■
Cupins
-
Algumas espécies
cortam as raízes de quase todas as plantas. O controle é feito
pela aplicação de Landrin pó (organoclorado).
■
Saúva
-
Insetos muito
prejudiciais, cortadores principalmente de folhas e partes
florais. Para o controle e combate mais eficaz dessa espécie
de formiga, empregam-se iscas granuladas "Mirex" em tempo
ensolarado, ou, em dias úmidos, formicidas em pó, diretamente
no "olheiro", através de bombas especiais.
■ Ácaros
- Algumas
espécies, visíveis a olho nu, são facilmente reconhecidas. Dão
preferência pela depredação das folhas tenras dos brotos
apicais, raspando a epiderme inferior. As plantas atacadas
adquirem coloração variável conforme a espécie que as ataca. O
controle é feito pela aplicação de Enxofre a 40%,
Clorobenzilato 500CE, Kelthane CE etc...
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Tatuzinho
- São pequenos
crustáceos que vivem em lugares úmidos e escuros. Os ataques
são verificados mesmo antes de as plantinhas aflorarem à
superfície do solo, geralmente em sementeiras. O controle é
feito com iscas granuladas.
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Lesmas
e caracóis
- Alimentam-se
de tecidos novos das plantas floríferas. Seu combate é feito
mediante o uso de Me-taldeído a 5%, iscas granuladas, etc.
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Nematóides
- São
vermes microscópicos que atacam as raízes das plantas,
provocam "galhas" levando-as à morte. Seu combate é feito com
a aplicação de nematicida específico, e apenas em pequenas
áreas. Sua ocorrência é rara.
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