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O
tipo de solo onde serão implantadas as pastagens de um Haras
deve merecer especial atenção do proprietário. Bom solo aliado
a manejo adequado são garantia de boas pastagens.
As terras
destinadas ao pastoreio devem ser de boa fertilidade e, antes
de qualquer manuseio, analisadas por um engenheiro agrônomo
para que se verifique a necessidade de correção da acidez e
deficiências minerais do terreno.
No preparo do
pasto é importante a remoção de tocos, pedras, cupinzeiros,
formigueiros e especialmente as ervas daninhas.
Outro fator a se
considerar é a escolha do implemento agrícola adequado ao tipo
de solo e à operação desejada.
Implantado o
pasto, atente para sua conservação para que haja bom
desenvolvimento e perenidade, pois afinal é ele que vai
oferecer as necessidades básicas dos animais.
Neste capítulo,
vocês vão conhecer o método adequado para o preparo do solo, o
plantio de mudas e sementes, o manejo dos piquetes e dos
animais, a adubação e todo o processo de fenacão.
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PREPARO DO SOLO -
O preparo do solo para
implantação das pastagens deve ser realizado em função das
características como topografia, textura e estrutura do
próprio sol. Na preparação, os objetivos são diferenciados
segundo o sistema de implantação, quer seja por mudas (Transvala,
Coast cross e Tifton) ou sementes (Alfafa, Mucuna, ou Aveia
preta).
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PLANTIO POR MUDAS
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Na implantação por mudas, a terra é trabalhada - com o
objetivo de quebrar a compactação superficial e a eliminação
da forrageira a ser substituída - por meio de arações,
gradeações e subsolagens que pulverizam o solo, oxigenando-o e
aumentando a capacidade de armazenar umidade.
É importante lograr por estes
trabalhos não só a eliminação das ervas daninhas como também a
sementeira latente, o que traduzirá em uma redução dos tratos
culturais após o plantio. Isto é obtido mediante passadas de
grades sucessivas, sempre que aparecer germinação da
sementeira durante a fase de preparação.
Recomenda-se o plantio das
mudas em dias chuvosos ou nublados, com o solo úmido. Com
sistema de irrigação, o número de dias para plantio poderá ser
incrementado, segundo as possibilidades do equipamento.
O espaçamento do plantio
dependerá da variedade a ser implantada, conforme indicado
para cada uma das variedades forrageiras. E recomendável
também, em relação ao plantio, que as mudas sejam arrancadas
com o torrão de terra e somente a quantidade necessária para o
plantio do dia, evitando-se assim a desidratação.
O desfiamento das touceiras
será feito pelo próprio plantador, à medida em que vai
plantando. A muda deverá ser colocada no interior do sulco em
2/3 do seu tamanho e, logo em seguida, este será fechado com
terra e compactado levemente. Como tratamento cultural,
recomenda-se capinas de limpeza ou aplicação de herbicidas até
o fechamento do terreno.
■ PLANTIO POR SEMENTES
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Neste
caso, a preparação é mais
esmerada, pois as mesmas necessitam de uma boa cama de
semeadura. Isto quer dizer que, além das tarefas normais de
preparação, é necessário se fazer uma pulverização da terra
superficial, para um íntimo contato entrei as partículas do
solo, a fim de sei evitar torrões, os quais formam espaços de
ar e produzem uma germinalção falsa.
Para este tipo de plantio, é de
fundamental importância não só se adquirir sementes de boa
procedência com porcentagem de germinação
e
pureza analisadas, como também
uma simples prática de germinação pouco antes do plantio. O
método de semeadura usado é um fator que determina tanto a
economia de sementes como uma boa população e inclusive a
disposição das plantas no terreno.
O principal propósito da
semeadura é distribuir uniformemente as sementes no solo,
proporcionando condições para a germinação e emergência. O uso
de máquina semeadeira apresenta grande valor para formação de
bons prados, pois além de colocar as: sementes em linhas,
juntam-nas ao adubo para a imediata utilização.

■ MANEJO DOS PIQUETES
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E importante destacar não só o manejo que é próprio do pasto
como também o dos animais sobre o mesmo. O objetivo principal
é elevar a produção e o estado do pastoreio do piquete, a fim
de que o animal sinta satisfeitas suas necessidades básicas
diretamente a partir deste, recebendo uma suplementação em
cocheira para
completar os
requerimentos nutritivos.
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MANEJO DO PASTO -
Uma vez implantado o
pasto inicia-se o processo mais difícil que é a sua
conservação. E de fundamental importância que se realizem
certas práticas de manutenção, a fim de que a pastagem possa
desenvolver-se da melhor forma possível, e também porque estas
lhe outorgam condições de perenidade.
Os
principais inimigos do pasto são as ervas daninhas que
competem com este em nutrientes, luz e água e, como geralmente
não são consumidas pelos animais, fortalecem sua posição
dentro do piquete, já que os pastos, rebaixados pelos animais,
ficam em inferioridade de condição. Devemos levar em conta,
ainda, que as ervas daninhas geralmente possuem sementes
férteis, com as quais o não tratamento implica em aumento do
stand de plantas indesejáveis. O manejo recomendado para estes
casos é a eliminação constante precoce do mato, seja por
capinas de limpeza (ceifadeira ou roçadeira, cortando também a
forrageira aproveitável), ou por herbicidas seletivas (matam
as ervas daninhas não afetando a forrageira).
Em
relação à adubação dos pastos, esta deve ser feita com o
resultado de análises da terra - que devem ser feitas
anualmente -, as quais mostram as deficiências nutritivas do
solo. A partir destas análises, se estabelece um programa de
recuperação, com o objetivo de elevar e equilibrar a condição
nutritiva para um maior desenvolvimento qualitativo e
quantitativo da espécie forrageira. Neste aspecto, podemos
diferenciar dois tratamentos de fertilização:
O
primeiro, com objetivos corretivos, usando-se fertilizantes
químicos e orgânicos a fim de equilibrar a presença dos
elementos nutritivos, já que estes são absorvidos dentro de
certas relações pelas plantas.
O segundo
se relaciona à necessidade de restituir o que foi explorado do
piquete com cortes para feno e o acúmulo das fezes dos animais
nas cocheiras, levando-se também em conta que uma parcela dos
elementos passa a formar parte da estrutura dos mesmos.
Outro
aspecto a ser considerado é o referente aos cortes das
pastagens a serem efetuados em alguns períodos do ano, para
eliminar a matéria morta, folhas e colmos velhos de baixa
palatabilidade e digesfibilidade. Estes cortes podem ser
aproveitados como feno para camas, além de estimular a rebrota
e, como conseqüência/ o valor nutritivo das
pastagens.
E
necessário e fundamental, tendo em vista a condição do solo
predominante, a realização de subsolagens, com a finalidade de
quebrar a compactação provocada pela ação do sol, água e
pisoteio dos animais, que formam uma camada superficial dura,
não permitindo a penetração da água, o que dificulta o
desenvolvimento radicular, limitando o crescimento e
ocasionando um maior crescimento de raízes que começam a
disputar tanto espaço como nutrientes, levando muitas vezes a
uma competição interespecífica que origina um enfraquecimento
das mesmas e, em certas ocasiões, levando-as à morte.
A
subsolagem favorecerá então o arejamento, a permeabilidade e o
movimento de água do lençol freático, armazenagem de água,
desenvolvimento radicular em profundidade (muito importante em
épocas de secas) e a eliminação de erosão superficial, pois a
água poderá penetrar no solo através dos sulcos abertos.
Paralelamente ao processo de subsolagem, deverá ser realizada
uma cobertura de matéria orgânica no mínimo uma vez por ano e
dentro de um período de descanso do piquete.
Para isso
o haras encontra-se potencialmente capacitado, já que possui a
matéria-prima (cama e estéreo). No entanto, não é possível a
utilização
deste material se não passar por um processo de transformação
(amadurecimento). Este processo de transformação ou produção
de matéria orgânica pode ser acelerado, mediante um tratamento
de formação de composto que se baseia, principalmente, na
incorporação de microorganismos que, tendo as condições de
desenvolvimento favorecidas, aceleram o processo de
decomposição.
Dentro das medidas
rotineiras, as pastagens devem ser percorridas, com a
finalidade de detectar possíveis ataques de insetos ou agentes
patogênicos, presença de buracos (coruja, tatu) cupins e
formigas.
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MANEJO DOS ANIMAIS
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A presença do animal na
pastagem traz conseqüências para o pastoreiro. O pastoreio
além dos limites (superpastoreio) e o pisoteio, que é maior de
acordo com a categoria do animal, torna-se necessário um plano
de manejo com o objetivo de preservar a forrageira e, por
conseguinte, beneficiar os animais.
Dentro dos melhores sistemas
de manejo encontram-se aqueles nos quais o estabelecimento
reserva piquetes para substituir, em alguns períodos, os
ocupados. O cavalo solto sobre o piquete vai rebaixando a
altura do pasto, sendo necessário retirar o animal quando a
altura da pastagem se veja comprometida. Isto ocorre quando os
animais começam a comer partes da planta onde se encontram
localizadas as reservas para uma futura rebrota. Na medida em
que o animal atingir esta zona, a velocidade de rebrota
torna-se mais lenta, e os pastoreios sucessivos podem levar a
planta à morte.
Quando os animais chegam a
este nível de pastoreio, devem ser transportados a um novo
piquete, o qual deverá estar em sua plena produção.
E
durante este tempo, o piquete
que entra em descanso receberá tratamento de recuperação
(limpeza, adubação, etc...).
O período de ocupação e
descanso varia de acordo com o tamanho do piquete, categoria e
número de animais, espécie forrageira, época do ano e estado
dos piquetes.
Como conseqüência do acima
exposto, o planejamento do rodízio será feito para cada
momento, de acordo com as características predominantes,
utilizando-se uma ficha por piquete, para anotações referentes
à entrada e à saída dos animais, categoria, tratamento,
espécie forrageira, etc...
ADUBAÇÃO
DOS PASTOS
As recomendações de
fertilidade dos pastos deverão ser baseadas nas análises da
terra dos piquetes, devendo constar, nas fichas de cada um, os
resultados das análises químicas e granulométricas bem como
doses e época de aplicação, dados que juntamente com os de uso
e manejo formarão o histórico dos piquetes.
As aplicações, tais como
programadas para os nitrogenados, visam compensar dentro dos
limites esperados as deficiências outonais da forragem. Para
os demais macronutrientes essenciais como o fósforo e o
potássio, pretende-se uma disponibilidade maior para as
plantas e níveis crescentes ao longo dos anos.
As normas de calcário deverão
basear-se nos resultados das análises de solo para correção de
pH, presença de alumínio tóxico ou necessidade de elevação do
nível de cálcio e magnésio. As orientações gerais a seguir, na
prática de fertilização ou correção para as pastagens já
estabelecidas, são as que seguem:
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Antecedendo a aplicação de
fertilizantes ou pó calcário, o pasto deverá ser cortado,
removendo-se a seguir a massa restante para fora dos piquetes.
Esta operação poderá coincidir com a produção de feno para
cama.
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O calcário para melhor efeito
deverá ser aplicado no início da estação chuvosa, sempre com
no mínimo um mês antes da aplicação de fertilizantes.
- O fertilizante nitrogenado
pode ser
aplicado em duas doses. A
primeira, junto com os fosfatados e potássicos, no início das
chuvas. A segunda, em abril, a fim de prolongar o crescimento
dos pastos no outono.
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As doses de adubos fosfatados
e potássicos serão aplicadas no início das chuvas.
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A entrada dos animais no
pasto só será permitida, depois de verificada a ausência de pó
calcário ou fertilizantes nas folhas e colmos. Em períodos
chuvosos, de três a quatro dias, depois de uma boa chuva o
pasto estará em condições de receber novamente os animais, em
função de nova brotação.
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