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Instalações necessárias para o haras

Por Eng. Agr. Ricardo Adrián Muradas

 

 

 

LOCALIZAÇÃO DAS CONSTRUÇÕES:

 

          A localização das construções deve ser projetada na planta planioaltimétrica, em conjunto com o estudo das vias de circulação.

 

    COCHEIRAS - Podem ser construídas em único pavilhão que abrigue reprodutores e produtos, ou cocheiras em separado para cada fim, porém sempre procurando áreas planas e altas, com acesso facilitado, na orientação norte-sul a fim de se obter boa insolação.

          É bom ter sempre em mente que uma localização centralizada no grupo de piquetes que irá servir é fundamental para favorecer o manejo.

 

    MORADIA DOS FUNCIONÁRIOS - Para moradias dos funcionários há também duas opções. Uma das alternativas pode ser em colônias, onde, embora haja o inconveniente de os problemas de convívio serem maiores, tem a vantagem de os custos de hidráulica e elétrica serem menores. No segundo caso, elas podem ser estrategicamente distribuídas, o que contribui para dar maior segurança e controle da propriedade.

 

    DEPÓSITOS - Para o estoque de ração, feno de camas, alfafa, a localização ideal é próximo às cocheiras para facilitar o manuseio dos insumos. Quanto aos de máquinas agrícolas e adubos podem ser isolados, uma vez que não comprometem o manejo dos animais.

 

 

 

 

 

 

    CEPOS DE PALPAÇÃO E RUFIAÇÃO  - São construídos associados à cocheira das reprodutoras.

 

 

 

 

 

 

    PICADEIRO  Se constrói associado à cocheira dos produtos.

 

    LINHAS ELÉTRICAS, HIDRÁULICAS E COMUNICAÇÃO - O planejamento se realiza em planta, estudando-se as distâncias e distribuição das redes. O ideal é o sistema subterrâneo, com caixas de inspeção. Deve ser realizado em valetas externas aos piquetes a uma profundidade de 60 a 80cm. Linhas elétricas por postes, apesar de mais baratas no início, a deterioração é mais acelerada e conseqüentemente maiores os custos de manutenção, além de afetar a implantação de árvores e o aspecto visual.

 

 

 

 

 

 

 

 

    EMBARCADOURO - Deve se localizar na entrada da propriedade, pois alem de evitar-se o transito de caminhões dentro do haras, serve ainda como fator de profilaxia sanitária; o embarcadouro pode também se associado a balança.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PAVILHÃO DE COCHEIRAS:

 

          Uma das construções mais importantes de um haras é o pavilhão de cocheiras. O número de boxes de cada pavilhão deve estar diretamente relacionado ao de animais e às diferentes ca­tegorias. Com um número de animais reduzido, todas as categorias podem conviver num mesmo pavilhão. Entretanto, se esse número for superior a 20 animais, então já compensa ter pavilhões diferentes segundo as categorias, como, por exemplo, cocheiras de reprodutora, de produtos e de garanhões.

          Com relação à forma do pavilhão, existem as mais variadas e elas estão relacionadas à insolação, aos ventos e à topografia, etc. Podem ser construídas em forma de I, L, U, TRIANGULO, RETÂNGULO ou QUADRADO. 

          As em forma de I podem ser simples ou duplas. No caso poderão ter apenas uma fileira de boxes, ou duas. Nunca é demais repetir que devem ser loca­das na orientação norte-sul, sobre terreno alto, firme e seco.

          No caso de cocheiras duplas, podemos ter um corredor central para favorecer o manejo. As portas dos boxes podem ser internas (para o corredor) ou externas. Em todos os casos deve-se observar uma boa ventilação e luminosidade.

          As cocheiras em forma de L, U, triângulo ou quadrado comportam maior número de animais e devem ser sempre locadas com a entrada voltada para o norte, sendo protegidas dos ventos pre­dominantes pelas paredes. Além dos boxes, os pavilhões devem ter um depósito de ração e arreios, farmácia, ducha e banheiro para funcionários, e, em alguns casos, escritórios ou habitação para os mesmos.

 

    COCHEIRAS DE REPRODUTORAS - Nestas, podem estar incluídos os boxes maternidade. A área deve ser de 4,5 x 4,5m. ou 4 x 5m. para facilitar as tarefas de parto. Os boxes das reprodutoras podem ser um pouco menor com as medidas de 3,00 x 3,60m. Para as raças de cavalos maiores como PSI ou de Hipismo o ideal são os boxes de 4 x 4m. com a altura do teto superior a 2,50m., para se evitar acidentes.

          Dentro dos boxes temos três cochos: para água, ração e um outro ainda de ração para produto.

          A altura dos cochos - água e ração - deve ser de 90 cm. e podem ser construídos de alvenaria, com acabamento em cimento queimado. A forma deve ser circular, sem arestas para evitar acidentes. O nível da água no cocho pode ser mantido constante por meio de bóia, ou então com abastecimento manual, técnica muito sustentada nos Estados Unidos e na Europa, por ser a água - juntamente com a ração - um dos elementos que identificam mal-estar ou doenças, antes da manifestação clínica. -No nosso meio, entretanto, esse tipo de cocho com abastecimento manual está diretamente relacionado com a responsabilidade dos empregados. Construído no mesmo estilo, o cocho do produto só altera mesmo em sua altura a qual deverá ser de 60 cm.

          Com relação ao piso, os melhores, sem dúvida, são os de concreto grosso, com boa estrutura de drenagem. Os pisos de terra compactada e areia, ape­sar de ainda usados, apresentam pro­blemas de higiene por serem caldos de cultivo de microorganismos. ■ cocheira de produto - Os boxes deverão ter como média as medidas de 3,60 x 3,60m., com dois cochos, o de água e o de ração, colocados na diagonal e na mesma altura dos da reprodutora. Além das instalações complementares, apresentam uma pista para observação de aprumos e casqueamento.

 

■    PAVILHÃO DE GARANHÕES - As dimensões das cocheiras são maiores: 4,5 x 4,5m com paredes altas para se evitar a observação entre os animais. Os detalhes internos são os mesmos. Quanto ao manejo, temos aqueles nos quais os animais são conduzidos pelo responsável (tratador) até o piquete, e aqueles com ligação direta ao mesmo. Neste caso o boxe apresenta duas portas, uma para a saída do cavalo ao serviço e outra livre ao pasto.

          Os defensores do primeiro esquema consideram importante o manejo do animal pelo tratador, que o leve ao piquete e traga-o de volta. Já os defensores do sistema livre consideram que a condição de escolha do animal em entrar ou sair quando quer e não quando o funcionário o solta é mais importante, dando uma condição mais natural e de mansidão ao animal.

 

■    CENTROS DE MANEJO - Estas instalações começaram a ser utilizadas nos últimos dez anos, como uma alternativa econômica às cocheiras. Esses centros respondem à finalidade principal que é o arraçoamento individual dos animais a um menor custo de construção e devem ser localizados de forma a atender a um número maior de piquetes, percorrendo distâncias curtas. Trata-se de uma espécie de galpão dividido em boxes de 0,85 cm. a 1m. de largura, onde o animal entra especificamente para comer. Não precisa de camas, já que a permanência é a mínima possível, de forma a voltar rápido ao piquete para continuar o pastoreio.

          Durante o tempo em que permanecer no boxe, o animal é observado em relação a feridas e cascos, podendo ser escovado. Precisando de maiores cuidados, deverá ser transferido às cocheiras.

          Os detalhes da construção podem seguir um padrão arquitetônico sempre que não afetarem os conceitos de segurança e funcionalidade, princípios fundamentais do uso das instalações.

 

 

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