|
LOCALIZAÇÃO DAS CONSTRUÇÕES:
A localização das construções deve ser projetada na planta
planioaltimétrica, em conjunto com o estudo das vias de
circulação.
■
COCHEIRAS
- Podem ser construídas em único pavilhão que abrigue
reprodutores e produtos, ou cocheiras em separado para cada
fim, porém sempre procurando áreas planas e altas, com acesso
facilitado, na orientação norte-sul a fim de se obter boa
insolação.
É bom ter
sempre em mente que uma localização centralizada no grupo de
piquetes que irá servir é fundamental para favorecer o manejo.
■
MORADIA
DOS FUNCIONÁRIOS
- Para
moradias
dos funcionários há também duas opções. Uma das alternativas
pode ser em colônias, onde, embora haja o inconveniente de os
problemas de convívio serem maiores, tem a vantagem de os
custos de hidráulica e elétrica serem menores. No segundo
caso, elas podem ser estrategicamente distribuídas, o que
contribui para dar maior segurança e controle da propriedade.
■
DEPÓSITOS
-
Para o estoque de ração,
feno de camas, alfafa, a localização ideal é próximo às
cocheiras para facilitar o manuseio dos insumos. Quanto aos
de máquinas agrícolas e adubos podem ser isolados, uma vez que
não comprometem o manejo dos animais.

■
CEPOS DE PALPAÇÃO E RUFIAÇÃO
-
São construídos
associados à cocheira das reprodutoras.
■
PICADEIRO -
Se constrói associado à
cocheira dos produtos.
■
LINHAS ELÉTRICAS, HIDRÁULICAS
E
COMUNICAÇÃO
-
O planejamento se realiza
em planta, estudando-se as distâncias e distribuição das
redes. O ideal é o sistema subterrâneo, com caixas de
inspeção. Deve ser realizado em valetas externas aos piquetes
a uma profundidade de 60 a 80cm. Linhas elétricas por postes,
apesar de mais baratas no início, a deterioração é mais
acelerada e conseqüentemente maiores os custos de manutenção,
além de afetar a implantação de árvores e o aspecto visual.

■
EMBARCADOURO
- Deve se
localizar na entrada da propriedade, pois alem de evitar-se o
transito de caminhões dentro do haras, serve ainda como fator
de profilaxia sanitária; o embarcadouro pode também se
associado a balança.
PAVILHÃO DE COCHEIRAS:
Uma das construções mais importantes de um haras é o pavilhão
de cocheiras. O número de boxes de cada pavilhão deve estar
diretamente relacionado ao de animais e às diferentes
categorias. Com um número de animais reduzido, todas as
categorias podem conviver num mesmo pavilhão. Entretanto, se
esse número for superior a 20 animais, então já compensa ter
pavilhões diferentes segundo as categorias, como, por
exemplo, cocheiras de reprodutora, de produtos e de
garanhões.
Com relação à forma do pavilhão, existem as
mais variadas e elas estão relacionadas à insolação, aos
ventos e à topografia, etc. Podem ser construídas em forma de
I,
L, U,
TRIANGULO, RETÂNGULO ou QUADRADO.

As em forma de
I
podem ser simples ou
duplas. No caso poderão ter apenas uma fileira de boxes, ou
duas. Nunca é demais repetir que devem ser locadas na
orientação norte-sul, sobre terreno alto, firme e seco.
No caso de cocheiras duplas, podemos ter um corredor central
para favorecer o manejo. As portas dos boxes podem ser
internas (para o corredor) ou externas. Em todos os casos
deve-se observar uma boa ventilação e luminosidade.
As cocheiras em forma de
L, U,
triângulo ou
quadrado comportam maior número de animais e devem ser sempre
locadas com a entrada voltada para o norte, sendo protegidas
dos ventos predominantes pelas paredes. Além dos boxes, os
pavilhões devem ter um depósito de ração e arreios, farmácia,
ducha e banheiro para funcionários, e, em alguns casos,
escritórios ou habitação para os mesmos.
■
COCHEIRAS DE REPRODUTORAS
- Nestas, podem estar incluídos os
boxes maternidade. A área deve ser de 4,5 x 4,5m. ou 4 x 5m.
para facilitar as tarefas de parto. Os boxes das
reprodutoras podem ser um pouco menor com as medidas de 3,00
x 3,60m. Para as raças de cavalos maiores como PSI ou de
Hipismo o ideal são os boxes de 4
x 4m.
com a altura do teto superior a 2,50m., para se evitar
acidentes.
Dentro dos boxes temos três
cochos: para água, ração e um outro ainda de ração para
produto.
A altura dos cochos - água e
ração - deve ser de 90 cm. e podem ser construídos de
alvenaria, com acabamento em cimento queimado. A forma deve
ser circular, sem arestas para evitar acidentes. O nível da
água no cocho pode ser mantido constante por meio de bóia, ou
então com abastecimento manual, técnica muito sustentada nos
Estados Unidos e na Europa, por ser a água - juntamente com a
ração - um dos elementos que identificam mal-estar ou doenças,
antes da manifestação clínica. -No nosso meio, entretanto,
esse tipo de cocho com abastecimento manual está diretamente
relacionado com a responsabilidade dos empregados. Construído
no mesmo estilo, o cocho do produto só altera mesmo em sua
altura a qual deverá ser de 60 cm.
Com relação ao piso, os melhores, sem dúvida,
são os de concreto grosso, com boa estrutura de drenagem. Os
pisos de terra compactada e areia, apesar de ainda usados,
apresentam problemas de higiene por serem caldos de cultivo
de microorganismos.
■ cocheira de
produto
- Os boxes deverão ter como média as medidas de
3,60 x 3,60m., com dois cochos, o de água e o de ração,
colocados na diagonal e na mesma altura dos da reprodutora.
Além das instalações complementares, apresentam uma pista para
observação de aprumos e casqueamento.
■
PAVILHÃO DE GARANHÕES -
As dimensões das
cocheiras são maiores: 4,5 x 4,5m com paredes altas para se
evitar a observação entre os animais. Os detalhes internos
são os mesmos. Quanto ao manejo, temos aqueles nos quais os
animais são conduzidos pelo responsável (tratador) até o
piquete, e aqueles com ligação direta ao mesmo. Neste caso o
boxe apresenta duas portas, uma para a saída do cavalo ao
serviço e outra livre ao pasto.
Os defensores do primeiro
esquema consideram importante o manejo do animal pelo
tratador, que o leve ao piquete e traga-o de volta. Já os
defensores do sistema livre consideram que a condição de
escolha do animal em entrar ou sair quando quer e não quando o
funcionário o solta é mais importante, dando uma condição mais
natural e de mansidão ao animal.
■ CENTROS
DE MANEJO -
Estas instalações começaram a ser utilizadas
nos últimos dez anos, como uma alternativa econômica às
cocheiras. Esses centros respondem à finalidade principal que
é o
arraçoamento
individual dos animais a um menor custo de construção
e devem ser localizados de
forma a atender a um número maior de piquetes, percorrendo
distâncias curtas. Trata-se de uma espécie de galpão dividido
em boxes de 0,85 cm. a 1m.
de largura, onde o animal entra especificamente para
comer. Não precisa de camas, já que a permanência é a mínima
possível, de forma a voltar rápido ao piquete para continuar o
pastoreio.

Durante o tempo em que permanecer no boxe, o animal é
observado em relação a feridas e cascos, podendo ser escovado.
Precisando de maiores cuidados, deverá ser transferido às
cocheiras.
Os detalhes da construção podem seguir um padrão arquitetônico
sempre que não afetarem os conceitos de segurança e
funcionalidade, princípios fundamentais do uso das
instalações.
|